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O edifício onde actualmente se encontra
sedeada a Árvore (Sociedade Cooperativa de Actividades Artísticas) é uma
casa nobre portuense da segunda metade do século XVIII (1767), também
conhecida por Casa dos Albuquerques. Os seus primeiros proprietários
foram José Pinto Meireles, Cavaleiro da Ordem de Cristo e sua mulher D.
Francisca Clara de Azevedo Pinto Aranha e Fonseca.
É uma estrutura arquitectónica de grande simplicidade, com uma fachada
corrida, de acordo com os padrões tradicionais portuenses, onde se
destaca a porta principal, rematada por um frontão com pedra de armas.
Na quinta (chamada das Virtudes) pertencente à casa foi colocada, em
1832/33, uma das baterias defensivas da cidade, durante o Cerco do
Porto. Anos depois (1844), a quinta foi comprada por José Marques
Loureiro que a destinou para as suas instalações de Horticultura e
Floricultura. José Marques Loureiro desempenhou um papel importante no
Porto da época quer pelas experiências levadas a cabo no Horto das
Virtudes (o exemplo notável da construção de uma estufa onde eram
criados ananazes), quer pela divulgação de novas ideias ligadas à
botânica e à agricultura.
Em 1965, a Casa e a Quinta das Virtudes foram compradas pela Câmara,
tendo sido destinadas a fins culturais e recreativos.
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