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Turismo - Alfândega do Porto


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Alfandega Porto

Entre as várias alfândegas que existiram no Porto, refira-se uma das que antecedeu a actual, chamada Alfândega de Massarelos - os antigos armazéns do Cais Novo, ocupado pela Companhia Geral da Agricultura e Vinhas do Alto Douro que, em 1822, foram requisitados pelo Governo. No entanto, como estas instalações não bastavam para o movimento crescente de mercadorias, em 1834 foi decidida a construção de uma nova alfândega.

Nos anos seguintes elaboraram-se vários projectos, entre eles o do engenheiro C. F. G. Colson, mas só em 1857 o Governo é autorizado a contrair o empréstimo de uma verba avultada para a época (240 contos) a fim de se dar execução ao gigantesco empreendimento. Simultaneamente é nomeada uma Comissão para escolher o melhor local para o efeito (das diversas hipóteses possíveis), negociar o empréstimo e analisar o projecto de Colson.

A praia de Miragaia, onde o Rio Frio lança as suas águas no Douro, foi o local eleito para a implantação do novo edifício. Os trabalhos, iniciados em Setembro de 1859, estenderam-se até à década de 70, sendo executado o projecto de Colson que, na sua versão original, contemplava não só o edifício concebido com um número reduzido de aberturas para o exterior, mas também o cais e outras infra-estruturas.

No decorrer da construção, o projecto sofreu algumas alterações feitas por ordem da Direcção das Obras Públicas, sendo a mais relevante o acrescento de mais um andar nos corpos laterais, inicialmente previstos só com dois pisos (desenho datado de 1865, com a assinatura de Alberto Álvares Ribeiro).

Edifício onde coexistem métodos construtivos tradicionais e inovadores, é estruturado longitudinalmente, aproveitando a linha fluvial; concebido com duas fachadas (uma virada para Miragaia e outra para o rio), apresenta uma divisão em cinco registos: quatro corpos laterais (destinados a armazéns, devendo referir-se a existência de armazéns subterrâneos) e um central, articulados por pátios interiores.

Com a construção da Alfândega diversos problemas tiveram de ser resolvidos: a gigantesca plataforma artificial do cais provocou o desaparecimento da praia de Miragaia; um ramal de caminho de ferro ligou as instalações alfandegárias à Estação de Campanhã, possibilitando um escoamento rápido de mercadorias; e rasgou-se a Rua Nova da Alfândega, fazendo a ligação entre o edifício e o centro da cidade.

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